Homeopatia para Todos: Echomeopatia

Público alvo: Profissionais de qualquer área e leigos.

Curso de divulgação da cultura homeopática de paz na saúde e de capacitação para mediação de tensões ambientais através do método homeopático puro.

1- Operacionalização do Curso HOMEOPATIA PARA TODOS: ECHOMEOPATIA.

O projeto tem a configuração de um curso programado para se desenvolver em um ano, com carga horária de 180 horas – aula distribuída em atividades teóricas e práticas.Ao final do curso, como condição para se obter o certificado de conclusão, o interessado entregará uma monografia, que será considerada juntamente com uma participação mínima de 75% das atividades. As monografias serão apresentadas em um módulo específico para este fim no mês de Dezembro. O curso deverá proporcionar a quem o freqüentar consciência crítica dos fundamentos hahnemannianos da Homeopatia dispostos na sexta edição do Organon da Arte de Curar, bem como, habilidade para medição e mediação das tensões ambientais, habilidade que para ser desenvolvida demandará disciplina e aplicação por parte do interessado. Para isto, ele deverá dispor de qualificado interesse e tempo de dedicação ao curso.

Será integrado por vinte interessados.

As atividades serão desenvolvidas em dependências que o IMH indicar.

Módulo I : História da Homeopatia. Energia Vital, Saúde e Doença segundo o vitalismo hahnemanniano. Contágio.

Módulo II : Fundamentos da Homeopatia. Patogenesia e Autopatogenesia.

Módulo III : Comportamento catártico da saúde. Cura e paliação. Substituibilidade miasmática. Prognóstico.

Módulo IV : Disponibilização do psiquismo em autopatogenesias. Comportamento Pharmakós. Anagnórisis. Mitos de Édipo e de Narciso.

Módulos V : Mito de Prometeu, de Quirão e de Íxion. Bioética. .

Módulos VI a X – Ago, Set, Out e Nov: Medição e Mediação de ambientes: Echomeopatia.

Módulo XI - Dez: Apresentação de monografias de conclusão.

2- Universo alvo.

A proposta da Echomeopatia "É simples e sempre possível a paz na saúde" Põe em contexto de comunhão todos os interessados, variados de A a Z em diversas categorias profissionais, formais ou informais, pelo desenvolvimento por semelhança da consciência de integração das circunstâncias.

Toda representação de saber pode participar do projeto, democraticamente.

As tensões ambientais podem receber auxílio homeopático para desenvolvimento de moderação ou harmonia, desenvolvimento considerado segundo as operações críticas - catárticas - com que se dá a variação fenomenológica. Historiadores, religiosos, filósofos, físicos, químicos, biólogos, economistas, advogados, juristas, intelectuais, artesãos, políticos, matemáticos, engenheiros, lingüistas, artistas, profissionais da "saúde e da "educação", comerciantes, donas e donos de casa, empresários, administradores, estudantes, operários, comunicadores, ambientalistas, operadores dos mais diversos sistemas, etc, todos podem participar.

O objetivo da integração da circunstância é favorecer a saúde dos ambientes e de seus relacionados, através de promoção do autoconhecimento, com conseqüente qualificação da autonomia e da dignidade na vida, como fundamentos de uma vida feliz.

O projeto não se destina a capacitar nem médicos, nem não-médicos, como especialistas em Medicina Homeopática. No Brasil, a Medicina Homeopática se constitui em especialidade médica desde 1980, o que significa que somente médicos devidamente graduados podem executá-la. Os médicos que aspirarem a esta qualificação deverão procurar orientações na secretaria do IMH.

3- Breve contextualização da Homeopatia.

A Homeopatia consiste em um sistema de tratamento dos conflitos de saúde através de assimilação dos mesmos. Aqui se toma saúde por representação da vida desobstaculizada, considerando-se vida como a fenomenologia que desdobra, em totalidade orgânica e fluida, UMA IDENTIDADE SUBSTANCIAL. Livre, a totalidade das coisas vive e se manifesta saudável como organismo subordinado por uma ESSÊNCIA ÚNICA. Tal ESSÊNCIA ou UNIDADE é havida por medida de Si mesma e de medida de todas as coisas. Então, vista como uma grandeza que flui, a saúde se torna objeto de medição que faz de seu medidor representação singular dA ESSÊNCIA ÚNICA. Assim, cada medidor do fluxo da vida que toma a si mesmo por unidade de medida da grandeza saúde se atualiza à semelhança dO UM de todas as coisas. O medidor, agora, se torna como O UM - ou comUM - na medição de tudo o que se transforma. É a semelhança (comunhão) que fundamenta o sistema homeopático de medida da realidade. Logo, às medição e mediação do conflitante discurso fenomenológico por assimilação (semelhança) dá-se o nome de Homeopatia.

Tensões fenomenológicas são dilemas inerentes à vida que a tornam propriamente dorida. Elas se representam pelas desarmonias, todas passíveis de moderação quando assimiladas como representações dos indivíduos a elas relacionados, segundo uma ordenação que faz com que todas as coisas se comuniquem e se simplifiquem.

Homeopatia é a arte e ciência de tratar o orgânico discurso natural por assimilação. É um sistema que, através de comunicação, inclui o medidor como remediador da tensão natural. Esse é o fundamento do método homeopático puro desenvolvido por Hahnemann (1755-1843) para, como convém, se auxiliar na desobstaculização e na promoção da vida.

O médico Samuel Hahnemann, através de atenta observação da Natureza, dos sistemas e resultados terapêuticos da medicina de sua época e de escrupulosa experimentação na saúde de substâncias medicinais ultradiluídas, adaptou o vitalismo hipocrático para a ciência. Ele o fez ao racionalizar a terapêutica com medicamentos corpóreos em base a princípios (ou leis) naturais. Seu trabalho atualizou a tradição hipocrática de ministério médico segundo a Natureza, evoluiu o pensamento paracelsista das signaturas e da racionalização do empirismo, e culminou na sistematização do vitalismo hahnemanniano: a Homeopatia. No vitalismo hahnemanniano vê-se uma redução dos conceitos de Dynamis (de tradição pré-socrática) e de Força Vital (de tradição empedocleana) para o de Energia Vital.

No nascimento da filosofia e da medicina técnico-científica a ordenação natural, ou Phýsis, foi entendida como a inteligibilidade que faz o que convém, sem mestre que a ensine. Ela se manifesta parida e se reconduz, terceirizada aí no mundo, através da Dynamis. A Dynamis é uma propriedade da Phýsis que representa a conjugação da contradição e faz a multiplicidade das coisas. Essa dialética dinamiza o fluxo contingente da moderação como atividade consensual do meio.

Para Empédocles, a multiplicidade resulta do por-Se aí fora dO UM, mediante o poder hermenêutico do quatro elementar: fogo, água, ar e terra. É verdade que o sistema empedocleano não dispensou o governo dinâmico da forçosidade na vida, admitindo a subordinação do quatro, ou força, pela conjugação da oponência entre amor e ódio. Nesse sistema, a forçosidade dinâmica é traduzida pelo quatro pluri-potente que expressa o meio.

Oponência é o outro nome do meio.

O hipocratismo se espelhou no cardinalato organizacional do macrocosmo para entender o microcosmo humano, organismo coordenado pelo cardinalato de quatro humores sob presidência do regime de vida.

Com Hahnemann, o organismo vivo é função da Força Vital (um cardinalato fluídico e suposto), também havida por Energia Vital. Ele confirma a concepção hipocrática de organismo humoral, em permanente transformismo e ordenado pelo regime de vida. Para auxiliar e mediar o regime na promoção da saúde e no tratamento das representações de doença, Hahnemann acolheu a violência intervencionista e pouco racional da terapêutica medicamentosa e a fundamentou em base ao Princípio de Semelhança, antes enunciado no hipocratismo, que legisla sobre a conjugação de influências.

No século dezoito, crítica era a luta por hegemonia entre grupos sociais antagônicos, na esteira com que se transformava a consciência da liberdade e da dignidade da vida humana. De um lado, esse positivo ingrediente vitalista acordava a reflexão para evoluir a concepção de direitos humanos. De outro lado, grande era a insatisfação de Hahnemann com os procedimentos e resultados terapêuticos que, demasiadamente distantes da moderação natural, primavam pela conjectura e pelo arbítrio intervencionista, com sinistro sacrifício de vidas e de saúde. Ao adotar o Princípio de Semelhança para governo da terapêutica medicamentosa, o sistema médico homeopático acabou por encontrar naturais e necessários desdobramentos deste princípio, como o da simplificação, o da economia e o da suavidade, com consolidação da perspectiva dinâmica de valorização da vida.

4- A proposta: "É simples e sempre possível a paz na saúde".

HOMEOPATIA PARA TODOS, como fundamento de uma cultura de paz, consiste em uma proposta de divulgação da Homeopatia para todos que se motivam pela moderação dos conflitos da vida. O tratamento da violência, seguramente a mais complexa e galopante epidemia que desafia a humanização da vida, necessita da inclusão de todos. Os programas voltados para o encurtamento das distâncias e para a aproximação das diferenças, independentemente de suas particularidades, comungam denominadores democráticos e públicos. É neste terreno de fraternidade que essa iniciativa se estrutura, para acolher reflexões e práticas que desejam conhecer e desenvolver os princípios do método de assimilação para promoção de paz.

5- Echomeopatia.

Considerando-se a moderação coordenadora da fenomenologia totalizando A Identidade causal em organismo universal, pode-se compreender que há vida em todas as coisas, bem assim, que a contradição e a diversidade desdobram a semelhança. Desse modo. O PRINCÍPIO de tudo Se representa como um elástico Princípio de Semelhança. Através dele o universo se torna o corpo, dobra, ou a casa dA Identidade causal. O Princípio de Semelhança se comporta como meio entre a simplicidade ordenadora dO UM e a complexidade orgânica.

É possível compreender o elástico meio supondo a ambiência que engloba o centro transcendente e a circunstância imanente. Confunde-se esse meio com a imanência quando se separa as duas manifestações dO UM, como se somente a imanência O manifestasse e a transcendência não. A transcendência está à direita dA Suposição causal e a imanência à Sua esquerda. Fica, pois, a ambiência reduzida à circunstância e com ela o meio que, impossível de ser anulado, se torna susceptível de ser negativado, embora, como centro de campo de força, a ele se atribua o Zero como representação quantitativa de carga. O meio se reduz ao Éter, não incluído pela ciência de hoje. Sua expressão equivale ao tempo (de eterno), tempo que varia e que traduz a Dynamis. Embora seu peso pese um ponto material, seu domínio pondera toda a consciência. Fato é que a circunstância indiferenciada, coordenada e neutra, o Eu centro=órdenador e o meio elástico – coordenador/coordenado - manifestam a totalidade como Eu Sou, em que O Eu e a circunstância se representam invertidos e em permanente conversa como representação de alteridade. O Sou - o Todo - é o outro dO UM. Eu e Sou se focam inversivamente pelo elástico meio.

Passando-se, assim, do monismo dO UM em Sua tríplice manifestação – Eu, meio e Sou – para a separação entre transcendência e imanência, anulando-se a moderação conversiva, desloca-se o meio para o Sou, que se torna meio ambiente.

Importa que se reforme o paradigma de compreensão de mundo e da vida, porque é inegável que a circunstância e seu centro se representam por inversão. Disto resulta que a circunstância se integra ao corpo do homem, que todos os corpos se simplificam no meio, em um gênero corporal comum, e que singularidades dizem respeito a eus. Ora, todo corpo é comum e a comunicação entre os corpos, embora magnetizados de eus (de singularidades), aparente e transitoriamente delimitados, integra a circunstância como resultado da semelhança. Na verdade, a distância é suposta por comunhão. Se fosse possível categorizar vida em humana e não-humana, ver-se-ia que manifestações do corpo do homem, dos sentidos do homem, se comunicam ao meio ambiente e as deste meio (representadas por vidas não-humanas presentes nele) repercutem no corpo do homem. Dificuldades de compreensão do mundo e da vida concernentes ao modelo da separação se resolveriam pela intuição da trindade do ser que se desdobra, integrado pela conversão do meio elástico.

Considerando a circunstância (ambiente) integrada ao homem por comunhão (meio), é possível auxiliar o homem (aperfeiçoamento humano) com práticas ambientais de semelhança.

A preservação e qualificação da vida humana se confunde com a promoção da vida ambiental. E como a vida humana se aperfeiçoa como convém, a saúde da circunstância também se atualiza physiologicamente. Se a imoderação (violência) obstaculiza a realização da vida humana, do mesmo modo é a cultura de paz necessária à medição e remediação das tensões ambientais.

No ocidente, com o nascimento da Ciência e da Filosofia, por volta do VI século AC, a cultura grega pré-platônica permitia confundir o físico, o médico e o filósofo na busca do um das coisas naturais. Para uns a unidade de que as coisas se constituíam ou era a "água", ou o "ar", ou o apeiron, ou os contrários em oponência como elementos dos números, ou as homeomerias, ou o devir, ou os quatro elementos/quatro humores ou, ainda, os átomos. Havia os que afirmavam ilusória a variação. Enquanto uns determinavam e materializavam suas conclusões a respeito do grande e do pequeno, outros reduziam a esquemas metafísicos suas visões essenciais. Alguns viam na moderação universal base temporal da manifestação particular. A busca da unidade, ou da origem, se baseava, como ainda hoje se baseia, ou numa perspectiva fragmentária e aleatória das coisas ou, por outro lado, em uma visão orgânica em que o princípio se reconduz como meio de atualização das realidades, permanecendo como álveo comum de todo transformismo. De certo modo, eram todos filósofos, físicos e médicos. Argutos observadores da natureza, amantes e zelosos da tradição oral, afeiçoados à humanização dos deuses e à divinização dos elementos naturais, os gregos daquela época reconheceram na Phýsis universal e nas phýsies particulares, na Natureza suposta e nas naturezas aparentes e singulares, os fundamentos com que racionalizaram a compreensão de mundo, de homem, do divino e da relação entre o mundo, os homens e o dado. Em base à concepção physiológica das coisas, do homem, da divindade e de suas funções (relações), atualizaram a oponência da contradição dialética entre subjetividade e objetividade na vida. Com a racionalidade filosófica e médica que desenvolveram, fizeram arborescer a ciência, até então latente no campo religioso. Nesse processo, preservaram os mitos como campo de convivência fraterna entre revelação e razão. O fundamento mítico da Natureza, passagem da obscuridade substancial para o mundo corpóreo da luz, estabelece a aparição como o parto dO UM da suposição. Esse parto pare O UM em par inteligível e gêmeo que, já no "vente materno", briga pela prerrogativa do primado, ou da primogenitura. Esse princípio mítico da Natureza diz da moderação, apolínea e apolar, catártica, que se reconduz pelo meio, entre extremos oponentes. Enquanto fundamentação religiosa, a moderação corresponde ao comedimento apolíneo, em contraposição ao entusiasmo trágico e dilacerante da loucura dionísica. Enquanto científica, a moderação é apolar representação da neutralidade dos campos de força. A despeito das conquistas técnico-científicas e filosóficas do homem racional, do homem grego de todos os tempos, os mitos permaneceram reconduzindo a memória da tradição intuitiva como depositários de um saber obscuro, inclusivo e universal, não prescritivo de um para outro, mas comum a todos de modo geral, como o saber socrático da ignorância, em contraposição ao saber esclarecido do iluminismo racional. Veio a pretensão do saber racional a se atualizar no positivismo cartesiano , que deseja submeter a prática à teoria por aversão à dúvida. Entretanto, não há natureza sem dúvida. Com a repressão da dúvida, não há fluxo de moderação e as diferenças não fazem sentido, excluindo-se singularidades em campos de guerra arbitrários que legitimam a violência simbólica. Os mitos conservam a memória dO UM e a reconduzem à intuição, como resistência substitutiva ao parricídio racional perpetrado pelos contrários que decifram enigmas. Por isso respiram os mitos, como pulmões inclusivos do meio. Pré-platônica, a procura filosófica e médica dO UM corresponde a um mito fundamental de partida da ciência do campo da revelação. De vez que ambas, ciência e religião são revelações do velado um da suposição, a religião corresponde à velha revelação de direita, como direta e geral revelação procedente de fora para o íntimo dos homens, enraizada no comportamento e modo prescritivos. A ciência, por sua vez, corresponde à pródiga e noviça revelação, ávida de modas e de liberdade, procedente da razão, como revelação de esquerda, cujo apetite insaciável é a subjugação da Natureza. Mas, ainda assim, a ciência propende a generalidades, tanto que é inseparável da indústria, que a articula com massas. Imoderadas pela incompreensão do comedimento que as irmana, religião e ciência, velho e novo, tornam-se pares parricidas do um suposto que as pare. Insanamente, se degladiam em busca do primado da sensação. O parricídio, entre tais contrários fraternos que disputam as atenções, desenha o politeísmo religioso e o arbítrio científico, do acaso e da aleatoriedade. Reedita-se o politeísmo ainda hoje, pela falta de consenso religioso entre os homens, como se houvesse variedade na essência dO UM. Campeiam as arbitrariedades técnico-científicas que se refletem na necessidade de desenvolvimento da Ética da Vida em clima de cuidado com a vida planetária, de consciência global de diretos humanos e de dignidade da vida. Religião secular e ciência, gêmeos fraternos paridos por revelação dO (velado) UM da suposição, confundem comportamentos que refletem a identidade que os supõe: ambos desejam a prescrição de seus códigos e mal se toleram, como mal toleram diferenças, enquanto disputam domínios temporários de mundo. Resultam daí variáveis tormentas que atordoam o livre fluxo da vida, como tempestades de sensação que pedem moderação.

Se a moderação representa a saúde, o descomedimento se constitui em representação de doença. Se a moderação representa a comunhão, com suspensão do arbítrio que impõe generalidades fratricidas, a HOMEOPATIA pode ser compreendida como um sistema de medição e de remediação de conflitos fenomenológicos que se caracteriza como métrica do tempo.

A HOMEOPATIA auxilia os sistemas orgânicos e dinâmicos desenvolvendo-lhes as capacidades próprias com que conferem brevidade às sensações, reconhecendo o poder da comunhão em auxiliar universalmente com pouco, como uma semente faz sua árvore, como o poder do fermento para a massa, como a cobertura do amor incorpóreo para a multidão dos males.

Com Echomeopatia o que se pretende é enfatizar, com vistas às medições e mediações dos conflitos da fenomenologia, o olhar que distingue a fundamentação temporal da diversidade pela semelhança fluídica. É atualizável e contingente a semelhança, mas ainda assim presidida pelA Identidade Suposta. A Identidade pare a contradição através da semelhança. E a contradição se representa pela diversidade contingente. Ao parto dO UM corresponde a vida, cuja representação é a saúde. Deste modo, saúde, como saber a ser compreendido e grandeza susceptível de medição, se torna uma força de campo que se manifesta pelo universo orgânico, totalizando O UM. Por saúde O UM Se totaliza, daí que saúde corresponde à Dynamis que torna a Phýsis aí como um Gênero capaz de Se especificar em torno de Si, entornando-Se, em tornados temporais e tempestuosos varões. Através da saúde, ou Dynamis, O UM Se pare na paridade que O representa e O terceiriza em todo outro. Esse diálogo verbaliza o mundo, quer dizer, a conjugação do compartilhamento realiza o mundo como uma conversa, tornando o todo reflexo temporário (ou espelhamento) dO UM suposto. Admitindo-se a natureza catártica da saúde, compreende-se a celebrada inter, multi e transdisciplinaridade desse discurso, somente abordável em regime de intersetoriedade inconclusiva entre todas as práticas.

Tomando-se um mito próprio de representação no mundo aí dO UM suposto, como o mito de Narciso, também de Eco, compreende-se que a Homeopatia, didaticamente se põe parida como Echomeopatia e Narchomeopatia. Tais pares se moderam pela Homeopatia que os supõe, focalizando a Narchomoepatia os interesses da Homeopatia Médica e demais Homeopatias normatizadas por convenção, como a Homeopatia Veterinária e a Farmácia Homeopática.

No domínio das mediações corpóreas, enquanto segmentos da Homeopatia se especificam sob suposição da Homeopatia genérica, se configurando em reserva de domínio profissional com código de ética próprio como a Odontologia Homeopática, a Echomeopatia se apresenta como cultura de paz na saúde e campo de mediação de conflitos para todas as práticas e saberes que admitam o comportamento humano como coordenador da fenomenologia. Considerando-se a circunstância (representação de meio) como reflexo dos indivíduos e das coletividades, é possível desdobrar a Homeopatia em Echomeopatia que, tanto quanto a Narchomeopatia, é suposta pela moderação semelhante constitutiva de universo, meio que se comporta como foco inversivo do Eu e o reflete em coberturas imanentes.

Se a compilação do sistema empedocleano/hipocrático ao sistema homeopático hahnemanniano, através da redução da Dynamis à Energia Vital, permite distinguir o domínio próprio da Medicina Homeopática, ou Narchomeopatia, o caminho de volta, expandido, permite entrever os contornos da Echomeopatia, considerando-se a suposição dessas ordenações pela suposição semelhante que organiza o todo. O microcosmo está para a Narchomeopatia, assim como o macrocosmo está para a Echomeopatia, sendo que o que está em cima está embaixo.

6- O método homeopático de mediação da saúde e a Echomeopatia.

Através de cuidadosas experimentações na saúde de substâncias ultradiluídas, Hahenmann concluiu que a propriedade medicinal de qualquer influência é função da disponibilização do psiquismo humano. Ele realizou inúmeras experiências de efeitos medicinais, nele próprio e em alguns voluntários, certificando-se de que a auto-experimentação otimiza o processo que permite o reconhecimento da capacidade de alterar a saúde que têm as influências. Verificando que suas experiências melhor se desenvolviam com doses infinitesimais, chamou-as de experimentos puros, para exprimir que seus resultados traduziam efeitos dinâmicos, puros, ou quase imateriais da substância. Essas experiências simples na saúde de voluntários humanos permanecem, até os dias de hoje, restritas a ambientes homeopáticos. Visões médicas que sofisticam e materializam as intervenções ainda não se despertaram para elas. As experiências hahnemannianas são chamadas simples porque reduzem a uma mesma evocação infinitesimal o conjunto de efeitos puros na saúde dos provadores. Elas se passaram com a convicção de que o modo como uma influência modifica a saúde permanece como propriedade distintiva da substância em questão, permitindo que ela seja usada com segurança e certeza suficiente, em casos de doenças naturais semelhantes.

O estudo do dinamismo do contágio permitiu a compreensão do acolhimento da distância, quando a materialidade da substância se reduz à pequenez das ultradiluições. Com isso, o caduceu homeopático percebeu que a dose suave e infinitesimal, dinamizada, ganha potência medicinal para alterar o bem-estar da vida animal. Desse modo, no são, a potência ultradiluída se confunde com o psiquismo habitual do provador, que é disponibilizado para reconhecimento da medicação e, no enfermo, seu psiquismo é usado para reconhecimento da influência infinitesimal semelhante. Se a mediação do conflito natural de saúde corresponde ao desimpedimento medicinal da moderação, com suspensão do juízo, a prova medicinal, semelhante, promove saúde de quem disponibiliza o psiquismo para medição da tensão orgânica. Daí que "alterações autopatogenésicas" e "sensação de doença natural" se representam e se reconhecem por memória experimental, em trabalho de comunhão. A comunhão promove saúde do organismo reconhecido, assim como promove saúde do psiquismo que integra e se representa no reconhecimento suficiente (reminiscência). Tal a assimilação do método homeopático de mediar conflitos do discurso natural. Fica claro, então, já que a medição e remediação homeopáticas são funções do psiquismo humano, que o comportamento coordena a fenomenologia. É o mesmo que afirmar que os modos mudam o mundo por comunhão e que a materialização dos hábitos em corpos medicamentosos, para interferência na saúde, obstaculiza o livre fluxo da vida.

É possível, pois, mediar e remediar tensões ambientais em benefício da saúde individual e coletiva, considerando-se os ambientes como sistemas orgânicos vivos, por disponibilização do psiquismo de medição pelo método homeopático puro, com suspensão do juízo. Assim é a Echomeopatia.

Belo Horizonte.

Antônio Carlos Gonçalves da Cruz.

Médico pela Faculdade de Medicina da UFMG. Homeopata pelo CFM- CRM/MG. Notório Saber em Homeopatia pelo IMH.

Coordenador do Curso.

   
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